historia dos 4, Capitulo 3:Amante
segunda-feira, 19 de julho de 2010 // Postado por Renoth
Ah, manipular pode não ser fácil, mas sem qualquer sombra de duvida é divertido. Meus jogos começavam a ficar perigosos, mas ainda assim me assustava com a facilidade com que ela me obedecia agora. Será que ela estava mesmo apaixonada pelo namorado que eu a tinha feito matar? Não importava, ele estava morto agora, e provavelmente enterrado, será que ela tinha obedecido isso também?qual seria o próximo passo?matar ela? fazer ela se suicidar?
Tanto fazia a vida dela era agora um pequeno jogo em minhas mãos, e estava começando a ficar entediado. Já torturei varias pessoas psicologicamente, mas ela foi a primeira a ceder tão rápido, este desafio estava ficando fácil demais...tedioso...
A demora dela me dava novas esperanças, poderia ser que ela tivesse ido a policia, gerando um novo desafio, um novo e maior jogo, um possível nova conquista. Não que fugir da policia no Brasil fosse realmente difícil, eu matava a anos atravez de tortura psicológica com o mesmo padrão e nunca tinham formado sequer um perfil de busca para mim, e isso começava a m,e irritar profundamente. Eu era um artista, minhas mortes poderiam ser enquadradas, minhas fugas eram perfeitas e eu poderia até ter fãs se soubessem que eu existo. Mas nesse pais terei que matar mais seis pessoas só para eles entenderem que homicídio/suicídio era meu modus operante. Droga... Odiava viver no Brasil...
Ouvi três batidas na porta, era nosso código, nossa senha. As batidas eram temerosas, eu ainda tinha controle pleno e completo da situação. Ela ainda era minha...
Ela entrou, sozinha suas mãos estavam um pouco sujas de sangue, mas não tenho certeza se era do cadaver ou se alguma outra coisa tinha acontecido.
"ele me fez bater"disse ela com os olhos cheios de lágrimas"ele vai nos matar, eu tenho certeza que ele vai nos matar!"
Otimo, ela estava ficando louca, tentei não revirar os olhos e rir da cara dela, eu tinha que me manter dentro do personagem ou ela descobriria, ela estava abalada demais para poder ser controlada.
"como assim meu amor?"disse com meu melhor sorriso falso"ele esta morto, eu mesmo matei ele"
"não disse que ele estava vivo, morto está e morto estará eternamente"Disse com o rosto serio"mas ainda assim ele quer nos matar bati o caro na estrada, vi o rosto dele no retrovisor e sem qualquer sombra de duvida era ele. Não adianta fugir correr ou se esconder, ele virá como sempre veio!"
Ok, dessa vez eu não quis rir, o rosto dela tinha um claro tom de aviso, e eu sabia sem sombra de duvidas que ela estava falando a verdade. Esse jogo teria que acabar agora, eu tinha que mata-lá enquanto era tempo, eu já enfrentei espíritos, não era meu jogo favorito.
"sei como para-lo" disse com um meio sorriso"ele só esta com saudades de você, e se você der um abraço nele ele ira embora, fácil e sem desafios!"
"como vou abraça-lo?"perguntou perplexa "ele está morto!"
"venha comigo"disse em um largo sorriso e levei ela até a sacada " se você pular acaba tudo, pule"
sem piscar ela se atirou da sacada do 8ºandar. O jogo estava acabado, e seu fim não tinha sido divertido, pensando como um louco fiz uma louca se matar. Tedioso...
voltei da sacada que trazia um estranho vento e me sentei em uma cadeira extremamente macia. Em um sorriso percebi um coisa: o próximo jogo seria mais divertido... e seria em breve...
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historia dos 4, Capitulo 2:Amada
sexta-feira, 16 de julho de 2010 // Postado por Renoth
Entrar naquele bosque definitivamente não estava na minha lista "as melhores dez coisas para se fazer em São Paulo", e a ideia de enterrar meu namorado no parque onde nos beijamos pela primeira vez também não parecia legal, além de ser um crime. Tudo bem, com certeza não era o primeiro crime da semana. Ele estava no meu colo, morto e como sempre mais pesado do que eu poderia aguentar.
Adentrei no bosque com uma estranha impressão, ele estava ali, eu podia sentir ele ali. Claro que eu não estava falando do cadáver, ele estava no meu colo e eu sabia disso, mas podia ouvir algo nos meus pensamentos, algo confuso, uma coisa que definitivamente parecia com jeito dele de ser...
"o que é isso nos seus braços amor?"foi a primeira pergunta,"por que?"foi a segunda,"você não me ama mais?", "o que eu fiz pra você?","porque você não me responde?" e a cada pergunta tudo ficava mais violento, e eu chorava, como a minha imaginação poderia ser tão cruel?como eu podia estar me castigando tanto?
coloquei o corpo no chão em frente a sombra de uma árvore que não era nem grande demais nem pequena demais, olhei para cima e fiquei imaginando a perfeição daquela árvore enquanto chorava, como ela poderia ser do tamanho exato?será que todos viam ela como um exemplo de perfeição?será que ele que estava morto também achava que ela fosse perfeita? se eu fosse do tamanho exato ele estaria vivo?por que tinha que ser tudo tão estremo?
Foi quando tirei o lençol do rosto daquele que um dia eu amei, e ouvindo gritos e mais gritos em minha cabeça o enterrei. Estava começando a ter dor de cabeça, mas eu ficaria bem quando eu chegasse em casa, afinal meu novo e lindo amante que estava comigo e era meu cúmplice em tudo me esperava com um maravilhoso vinho tinto aberto em casa.
Sai do bosque assim que terminei de enterrar o corpo dele, entrei no meu carro e tive um alivio, uma certeza, uma inverdade que eu repetia para mim mesma quantas vezes fosse necessario: todos os meus problemas estavam enterados naquele maldito e infeliz bosque. acelerei e entrei na rodovia principal bem longe de saber que meus problemas só tinham começado a se formar.
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historia dos 4, Capitulo 1:Eu
quinta-feira, 15 de julho de 2010 // Postado por Renoth
Acordei de manhã, era cedo, mas o sol por algum motivo não iluminava como deveria. Conhecia cada ponto daquele quarto em especial, morava nele desde que nasci mas hoje algo estava errado e mesmo aquele conhecido lugar parecia ameaçador, distante, como se não fosse mais meu lugar.A luz que entrava pela janela trazia uma pequena poeira, e mesmo isso parecia triste, algo errado.
Pensar me incomodava, estava com uma profunda e forte dor de cabeça, então ignorando todos os sinais de que havia algo errado levante e me arrumei correndo em frente ao espelho. Meu corpo, que não era
exatamente bonito, mostrava pequenas cicatrizes causadas por quedas quando eu era criança, meu corpo tinha um pequeno brilho, mas não queria pensar mais nisso, como eu já disse pensar estava me dando dor de cabeça...
Coloquei minha roupa, vestia uma calça larga e uma camiseta que eu detestava, mas que ela amava. Terminei de me arrumar tão rápido como comecei, mas também não liguei para isso, ela estava me esperando e eu tinha que me apressar, apesar de se atrasar muito ela detestava esperar, o que normalmente me fazia rir.
Sai correndo porta afora, não senti a porta fechando mas quando olhei para trás na saída ela estava fechada.Sim o dia estava estava estranho, mas eu ia encontrar com alguém que eu amava de forma quase
sobrenatural,isso não poderia ser ruim ou dar errado."calma"disse baixinho pra mim mesmo"você terá grandes surpresas hoje...", e com essas palavras fui me enganando pouco a pouco, até ter certeza que a mentira que contava para mim mesmo era uma verdade, ou que a verdade que eu estava vivendo era uma mentira...
Enquanto caminhava lentamente via o caminho.Estava tudo enevoado, e mesmo com o sol no ponto mais alto não podia ver muita coisa a minha frente, e caminhando lentamente cheguei ao meu destino, um pequeno parque onde
havíamos nos beijado pela primeira vez.
Sentei na sombra de uma
árvore que não era nem muito grande nem muito pequena, e vi o tempo correr lenta ou rapidamente, acho que vi o sol se por, mas sinceramente não tinha certeza, tudo parecia silencioso, e depois de muito tempo ela chegou,
carregando alguma coisa no colo e chorando de um jeito que eu nunca tinha visto antes...
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